Monday, October 24, 2016

Expectativas x realidades

Tentando há horas absorver que vou passar 37 dias sem botar o pé no chão.

37 dias são 888 horas, 53 mil e sei lá quantos minutos. Em um momento em q tudo o que eu menos precisava era de mais tempo perdido, me bem essa.

A vida resolveu que em 2016 ela ia me dar patada e minha paciência está sendo posta a prova de uma forma nunca antes vista.
Começou com a ida pra bh e a solidão infinita q eu sentia o tempo todo, sem falar da mudança repentina pra lá. Depois outra mudança repentina e 2 meses sem ter aonde morar.
Quando finalmente me ajeito de novo na casa antiga, vem a notícia de que vou ter q me mudar outra vez. E pra fechar com chave de ouro, quebro o pé e perco 2 meses da minha vida.

Cenário:
Tenho 20 dias para desocupar a casa, i.e. fazer outra mudança de pé quebrado.

Vou me mudar para a casa de um amigo. Ele está sendo um amor em me deixar ficar lá de graça. Eu vou viver de favor.

Não posso fazer reunião comercial, não posso ficar visitando cantina, não posso fazer 60% do meu trabalho. Como posso produtiva?

Meu salário sucks. Very much. Eu não tenho esteio, safety net, porra nenhuma. Não tem perspectiva disso melhorar.

Eu adoro o propósito para o qual eu trabalho, adoro a missão da empresa, mas tanto o meu dia a dia como as manifestações de má gestão e as recompensas (falta delas), me tiram o tesão completamente.

O prêmio de suportar esse desconforto todo pode ser enorme. Mas qual é o desconforto q eu devo procurar?

Eu só fico me perguntando o que raios a vida tá querendo me ensinar com isso.

Saturday, October 15, 2016

"At this time in your life you must make changes at the most fundamental levels. If you do not, in approximately fourteen years the consequences of not making these changes will become very obvious, and you will be confronted with the same issues again under more difficult circumstances."

Pois parece que então a vida decidiu dizer que eu não podia não parar pra pensar. 

Uma sequência de eventos como eu vivi inúmeras vezes, a coisa mais simples: subir uma escada. E o resultado: pé quebrado. Minha culpa. 

Quem manda não trabalhar o corpo e ter musculatura para proteger os ossos?
Quem manda ser desatenta?
Quem manda achar que pode ser desleixada para sempre com o corpo e que nunca isso vai dar merda?

Fraturinha besta, nem dói se não mexer o pé. 
O que dói é a impossibilidade de fazer as coisas no meu passo,
de ir aos lugares que quero sem dar satisfação,
não depender da ajuda de ninguém,
é de não ter liberdade.

Além disso, perceber o quanto essa liberdade é frágil, em especial pela falta de dinheiro. Que é minha culpa.

Por não ter negociado um salário melhor;
Por não fazer entregas em forma de projetos com uma bonificação atrelada;
Por ser benevolente demais com a falha dos outros;
Por ser negligente com meu próprio tempo;
Por achar que vou ser reconhecida como era na época da escola. Ou just because.

Esse pé quebrado está me obrigando a pensar nas atitudes que sempre negligencio. Então, como diz o mapa astral: melhor fazer as mudanças fundamentais agora, antes que o tempo passe e eu tenha que lidar com elas com mais rugas, mais cabelos brancos, músculos mais fracos e menos paciência ainda.